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São Pedro de Rio Seco é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de São Pedro de Rio Seco do município de Almeida, freguesia com 22,59 km² de área e 154 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de 6,8 hab./km².
Encontra-se interligada às povoações de Vale da Mula, Junça, Naves, Castelo Bom, Vilar Formoso e Alameda del Gardón. Situa-se a 8 km de Almeida e a 5 km de Vilar Formoso. Em 2008 a aldeia passou a ter uma ligação viária à fronteira com Espanha, graças a um projeto transfronteiriço desenvolvido pela Câmara Municipal de Almeida.
A população ativa reparte-se pelo setor dos serviços e pela construção civil, sendo o setor primário pouco expressivo e com algum peso, apenas, no domínio da pecuária, na criação de gado bovino e ovino.
S. Pedro tem uma importante área rural, com uma paisagem atrativa e rica em biodiversidade. Tem alguns milhares de hectares de um planalto ligeiramente ondulado com terrenos cerealíferos e pastagens, que a floresta, do tipo pequeno bosque, tem vindo a conquistar mas onde se mantêm largas clareiras que constituem um habitat que dá suporte a vários e importantes nichos ecológicos. A sua área é atravessada por duas linhas de água, o rio Seco e a ribeira dos Toirões, com caudal de água pouco significativo mas elevada influência ambiental e dinâmica de algumas populações zoológicas e botânicas.
Também a geologia se manifesta com beleza. Há rochedos graníticos, os barrocos, moldados com a beleza que só os elementos souberam fazer com a paciência de milhões de anos. Alguns são mesmo emblemáticos, como é o caso do barroco basculante, que com as largas toneladas de peso pode ser oscilado com a força de uma ou duas pessoas! Há também uma área de predominância de quartzo rosado, que de onde em onde se apresenta com bonitos cristais. Esta área rural é a continuidade geográfica do Parque Natural do Douro Internacional (fica a uma escassa dezena de quilómetros), com características de biodiversidade de igual continuidade.
Largas dezenas de espécies de aves nidificam neste território, algumas raras e por isso com classificação apropriada na legislação específica para as aves. É o caso da abetarda, da cegonha negra e do piroliz. Sem a classificação e raras mas que poucas vezes se observam noutras áreas do território nacional e nunca nas zonas urbanas como é o caso das cidades, refiram-se, entre outras, os abutres (abutre-negro, o grifo, o abutre-do-egipto) aves de rapina (milhafre-real, milhafre-negro, falcão, águias, peneireiros, mochos, corujas, noitibós). Também fazem parte deste habitat algumas com grande beleza das suas penas e por isso não será exagero classificá-las como exóticas. É o caso da poupa, abelharuco, duas subespécies de pica-paus, o papa-figos conhecido localmente como marintéu, o raro e fugidio guarda-rios, o picanço barreto, etc.
O pato-real, a galinha-de-água, a garça-real e a cegonha, branca e a negra, são as aves que na época de reprodução podemos observar garantidamente nas ribeiras e nas charcas. Quanto a andorinhas, podem ser observadas, pelo menos, três subespécies: andorinha dos beirais, a mais comum, andorinha das rochas e andorinha dáurica, esta rara e da qual apenas se conhece um ninho localizado junto à ribeira dos Toirões.
Doninha, geneta, tourão, papalva, texugo, gato-bravo, raposa e lontra.
A lontra tem como limite territorial uma altitude à volta dos 750m, atingindo nesta zona esse limite.
Répteis, anfíbios e insetos com destaque especial para algumas espécies raras de escaravelhos. Dos anfíbios cita-se a rã verde, o mais comum, a rela, sapos com destaque para o sapo careiro, a salamandra de fogo, o tritão.
O bivalve conhecido como mexilhão-do-rio (unio crassus) povoa o Rio Côa com uma população significativa. Há alguns anos este bivalve era também comum na ribeira dos Toirões mas por razões ambientais desapareceu totalmente.
O Centro Social do Rio Seco veio satisfazer as necessidades dos idosos da aldeia de São Pedro do Rio Seco, tendo um excelente serviço de disponibilização de refeições (no local ou na casa dos utentes), serviço médico e várias atividades de lazer.
O filósofo Eduardo Lourenço nasceu em São Pedro do Rio Seco em 1923.
Publicado por: Freguesia de São Pedro de Rio Seco
Última atualização: 01-12-2025